segunda-feira, 15 de junho de 2009

Vittore Carpaccio


Um clássico da culinária italiana que sofreu algumas mutações ao longo dos anos, algumas para melhor outras para pior, porem vamos voltar à sua origem lá em Veneza onde surgiu a preciosa iguaria, hoje popularmente cultuada em todo o planeta.

Vittore Carpaccio (1455/65 – 1525/26) pintor Veneziano que durante o século XV participou ativamente da Escola Veneziana que como característica utilizava uma iluminação quente e dourada alem de um colorido intenso nas suas obras. Carpaccio não fugia desta característica retratando com precisão e sensibilidade a vida veneziana do seu tempo. Seu acervo de quadros sob tema “ A Lenda de Santa Úrsula (1490-95) ”, narra a intimidade de uma jovem mulher da aristocracia veneziana de seu tempo. Como se pode notar, a intensidade da cor vermelha presente nestes quadros pode ser também uma pista para o famoso prato.

A história do prato tem inicio com a redescoberta pelos venezianos da obra de Carpaccio. Lá pelos idos 1963 uma exposição da obra do pintor causou impacto na sociedade veneziana virando assunto em todas as rodas sociais. Neste ínterim a condessa Amália Nani de Mocenigo adoeceu e seu médico receitou uma dieta rica em proteínas para combater a enfermidade e aconselhou-a a comer carne crua. Apavorada a condessa procurou seu amigo, dono do Harrys´s Bar, Giuseppe Cipriani, que prontamente desenvolveu um prato que apetecesse a condessa: Cortou pedaços de carne crua em finíssimas laminas, tendo como referencia as fatias de presunto cru, dispôs estas laminas em um prato branco em forma de leque e para temperar utilizou como base uma maionese caseira puríssima, à qual misturou gotas de molho Worcester (inglês), uma pitada de poupa de tomate, creme de leite fresco, gotas de tabasco e cognhac. Como o prato era montado na frente da condessa, a curiosidade dos freqüentadores do Harry´s tornou o prato um enorme sucesso. As laminas extrafinas distribuídas em forma de leque tom sobre tom realçando os tons de vermelho só podiam ser comparados a obra de Carpaccio.

As mutações sofridas ao longo do tempo têm influencia na carne all`albese que leva em seu tempero, alem da base de carne crua, óleo de oliva, parmesão, suco de limão, pimenta do reino, entre outras variações.

Portanto chamar Carpaccio de palmito, de surubim, de abobora, de salmão, entre outras criativas variações seria uma falta de respeito e conhecimento ao velho Vittore Carpaccio.

A Receita do Carpaccio – Original do Harry´s voce encontra clicando AQUI

4 comentários:

ESTUDIO MANUS : disse...

Muito legal!
No link http://www.wga.hu/index1.html
temótimas digitalizações dos trabalhos do artista(e de muitos outros grandes também)

Eduardo Luz disse...

Bela aula de história. E de gastronomia também!

Regina Bui disse...

Dio mio, que blog delicioso!
Complimenti ragazzo!
baci

AUTOURS disse...

Risotto da Mangueira (peito de perú e alho poró)

Para 4 pessoas

Ingredientes

2 xícaras de café de manteiga de garrafa (pode ser manteiga comum)
1 cebola roxa bem picada (pode ser comum)
1½ xícara de Alho Poró
1 dado de caldo de legumes tipo knorr. (ou 1 ½ litro de caldo básico de legumes)
100 gramas de queijo comté.
100 gramas de peito de perú
150 mililitros de vinho branco. (pode substituir por saque)
1 xícara de chá de queijo parmesão ralado.
200 gramas de arroz italiano carnaroli (pode ser arborio).
1 de água fervendo
Sal a gosto
Pimenta do Reino a gosto
Azeite aromatizado com trufas brancas para finalizar.


1) Pré aqueça uma panela alta e adicione metade da manteiga, o dadinho de caldo knorr e em seguida refogue a cebola até ficar translúcida, neste ponto adicione o alho poró e depois o peito de perú e refogue por mais 3 minutos. Adicione o arroz e refogue por mais 3 minutos, adicione o vinho branco e mexa até evaporar .
5) A partir deste ponto adicione a água aos poucos e não pare de mexer até que o arroz esteja cozido.
6) Para finalizar acrescente: o queijo ralado dando uma mexida para derretê-lo, o queijo comté, e o restante da manteiga. Corrija o sal e a pimenta do reino. Desligue o fogo tampe a panela por 5 minutos. Antes de servir dê uma boa mexida e sirva em prato fundo com fios de azeite aromatizado com trufas brancas . Decore com ramos de alecrim.